domingo, 21 de setembro de 2008

E Cá Vamos Nós . . .

Olá Mundo

Sempre ouvi dizer – bem, desde que ouço e raciocínio – que “mais vale tarde que nunca”. E, embora já seja muito tarde, cá estou eu (João Machado) para publicar o meu primeiro post neste magnífico “sortido de temas”. Estou bastante emocionado, nem imaginam o quanto.

Quando surgiu a ideia do “tutti” nunca me passou pela cabeça começar desta forma, mas o que é facto é que a minha “voz crítica” não me deixou começar de outra forma que não esta.

Pois bem, lá regressou a Portugal mais uma edição da magnífica corrida denominada de “Red Bull Air Race”. Pessoalmente nada tenho contra esta prova – permitam-me que assim lhe intitule – até porque tem o seu toque de criatividade, factor que eu admiro. No entanto, o que me leva à revolta, à crítica e descontentamento é o movimento de pessoas que tal consegue provocar. É uma correria para os comboios, os carros fazem filas de centenas de metros nas portagens da auto-estrada, enfim…diziam-nos as notícias que se batiam recordes de assistência, na ordem das 600 mil pessoas.

Mas a questão é: “Porque não fazemos o mesmo em manifestações de desagrado perante o estado económico do nosso país?”. Todos os dias ouvimos os mesmos comentários: “Isto está mau”; “Não há dinheiro, não há poder de compra”; “…”. Mas será que ninguém entende que é preciso uma revolta popular? Ninguém entende que cada vez mais vemos o nosso país na cauda da Europa no que toca ao desemprego? E não me venham cá os “pobres de espírito e mentalidade” dizer que o país não tem solução e que o melhor remédio é emigrar. O melhor remédio, é sim, lutar pelo desenvolvimento do nosso país. E essa “luta” passa por nos movermos (tal como as populações se moveram para o “Air Race”) quando necessário, como os recentes casos de manifestações de professores e também dos camionistas, estes últimos a ter que tomar medidas mais drásticas.


Vamos retomar a luta que um dia alguém começou!




Noite de Sábado

Bem, entre ver a repetição da repetição que já tinha sido repetida não sei quantas vezes do Gato Fedorento na RTP1 e ir sair de casa com este friozinho, optei pela 3ª opção:
Ler todos os post's do Corpo Dormente.

Recuei a 26 de Agosto de 2005 e só parei no presente. Entre muitas gargalhadas, fica aqui o post que mais me tocou, e possivelmente dos únicos que não me fez esboçar um sorriso.
Reforço a ideia: Haviam muitos (muitos muitos muitos) muito bons, fico-me por este.

Fim do banco

A idade vai comendo a vida.
Vai ratando o futuro, e nós (eles) a verem.
Acorda-se com um dia a menos, e adormece-se com um dia a mais.
O calendário vai-nos mudando o corpo.
Vai-nos empurrando as costas, para a queda ser pequena.
Os velhos sabem de cor o chão.
Como quem sabe que está quase a chegar lá.
Desde que perdi a minha avó, que ganhei o respeito por quem mora no terceiro andar da idade.
Perde-se para ganhar.
E assim foi.
Emociona-me.
Que vida inteira pode ser sentada sozinha, num banco de jardim?
Com a idade, nunca escolhem o meio, sempre o fim do banco.
Em crianças, ter-se-iam sentado na outra ponta?
E deixam-se estar.
Respiram como podem.
Os olhos já não procuram nada. Já viram tudo.
Vão guardando o passado em rugas, para libertar a cabeça.
Em que pensam?
Na morte?
Os velhos não vivem. Deixam-se viver.
Os filhos já tem a vida deles, não os querem.
Tem de ir viajar e fazer compras para o jantar.
"O pai tem estado bem? Então vá, um beijinho."
Picaram o ponto, e para eles está feito.
Os novos choram com o corpo todo, gritam e fazem caras de quem sofre.
Os velhos choram só com os olhos, que o resto não se vê.
E assim o fazem, no fim do telefonema.
Ninguém os quer com as doenças cheias de idade.
As mãos da idade cheiram a tudo, com as veias cansadas de mostrar o sangue a toda a gente.
As pernas vão perdendo caminho.
Os braços deixam de abraçar.
O coração começa a falhar, já bateu demais mesmo para quem amou pouco.
Vai-se esquecendo de bater.
E uma noite, sem avisar, desaprende.
Desliga os olhos e atira o corpo para o fim.

Ocupam agora o banco todo.
Do principio ao fim, todo ele é corpo.
E os filhos, cansados de telefonar, resmungam.
Morreram oitenta e dois anos, e nem mais um dia.
A cidade não pára, o mundo não interrompe, nada.
Os filhos enterram vinte anos, e guardam os outros sessenta e dois.
Os últimos vinte davam trabalho e de pouco valiam.
Não tem vagar para os guardar.
Mas de hoje em diante, esses vinte vão acordá-los todos os dias.
Até se deitarem sozinhos no banco que os vai deitar.



http://corpodormente.blogspot.com/2007/06/fim-do-banco.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Corpo Dormente, a Mente Não .

Bem, o tempo é de euforia (ou falta dela) principalmente para a geração de 90, e para os de outras linhagens abaixo com as (nao-)entradas no ensino superior, e como tal existem neste momento assuntos que me escapam e outros que prefiro guardar para mais tarde.

Ainda assim ha pormenores, que tenho receio que me escapem e que depois não sejam revelados por lapso meu.

Esta tarde, dia 14 de Setembro, tive oportunidade de aproveitar, com muito boa gente, um dia raro de sol que decidiu veranear por cá. A dada altura, alguém fez referência a um tal blog "corpodormente" do tão bom humorista Bruno Nogueira.
Admito que nunca tinha visitado esse blog, mas também assumo que não poderia passar sem la ir.
Fui, li, reli e sem surpresas, adorei!

É um "corpo" que ja ha 3 anos que está "dormente" e é notória a facilidade com que o Bruno Nogueira escreve e faz rir.
É desnecessário espaçar mais o post. Prefiro deixar um excerto dum post escrito por ele, no seu blog que evidencia aquilo que anteriormente disse:


"Lucy

Hoje de manhã tive a feliz oportunidade de ver o novo programa da Luciana Abreu.
"Lucy" é o nome.
E...
Ora bem.
Por um lado se eu disser mal vocês pensam "lá estás tu".
Por outro se eu disser bem vocês não acreditam.
Vou então remeter-me ao silêncio e guardar só para mim essa experiência.
Pequena pista:
Durante o programa estava a beber um copo de leite.
A certa altura parte desse leite saiu-me pelo nariz.
Viram?
Subtil."


http://corpodormente.blogspot.com/

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

David Fonseca, o Deus do Olimpo

Como amante da (boa) música não podia deixar escapar isto.

Enquanto "navegava" pelo site da Blitz (blitz.aeiou.pt), deparei-me com post feito um utilizador comum que dava conta que o David Fonseca fazia parte da lista restrita de cantores/grupos musicais da MTV grega, a Hit List. O funcionamento é igual à da MTV Portugal, ou seja, os cibernautas votam no cantor/grupo musical e quem receber mais votos fica em primeiro nessa lista e assim sucessivamente. Futuramente essa lista é divulgada e as músicas seleccionadas são transmitidas no canal.

Possivelmente já nao é a primeira vez que músicas portuguesas chegam a estes palcos, mas nunca tinha visto algo do género e é sempre um acontecimento digno de registo. O David sempre nos habituou a boa música, desde o tempo dos Silence 4, e é provavelmente o artista português (de Portugal) com uma maior projecção para o estrangeiro. Esse investimento foi feito, e os resultados estão à vista.
Sinceramente não sou apologista de quem não usa a língua mãe para se tentar impôr no estrangeiro, mas este caso parece-me uma excepção até porque o David Fonseca também canta em português e parece ter orgulho em faze-lo.

Há que aproveitar estes momentos para fazer o nome de Portugal subir mais um degrau seja em que escada for, por isso quem quiser votar nele basta seguir o link:

http://www.mtv-greece.com/default.aspx?pid=17&la=1



PS: Como alguém disse: "O Mundo merece ouvir David Fonseca". Eu acrescento: E o David Fonseca merece ser ouvido pelo Mundo.